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sexta-feira, 11 de março de 2016

O Milagre dos Pães e Peixes


Naqueles dias, havendo uma grande multidão, e não tendo que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm que comer. E, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe. E os seus discípulos responderam-lhe: De onde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto? E perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete. E ordenou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles, e puseram-nos diante da multidão. Tinham também alguns peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos pusessem diante. E comeram, e saciaram-se; e dos pedaços que sobejaram levantaram sete cestos. E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os (Marcos 8.1-9).

    Existem momentos em nossas vidas que passamos por situações adversas, as quais parecem não haver solução e que nos fazem por muitas vezes procurarmos ajuda em diversos lugares, mas nem sempre a encontramos. Amado irmão ou irmã, ou talvez você que ainda não conhece o Salvador, quero lhe dizer que existe um Amigo mais chegado que um irmão (Provérbios 18.24), cujo nome é Jesus, Aquele que pode resolver a mais difícil das situações, porque lhe foi dado poder nos céus e na terra (Mateus 28.18) e a Ele nada é impossível (Lucas 1.37).

     Tomando como base o texto acima, que retrata a segunda multiplicação de pães e peixes feita por Jesus junto ao pé do mar da Galileia (Mateus 16.29), possivelmente na cidade de Dalmanuta (não se sabe onde ficava Dalmanuta), podemos compreender a partir de duas conclusões: a misericórdia de Jesus para com as pessoas e sua disponibilidade e prazer em ajudá-las, não importando a ocasião. Isso significa dizer que Jesus está pronto a nos ajudar, basta apenas crermos (Marcos 9.23) e chamá-lo em oração (Mateus 21.22; Tiago 5.16).

       Vejamos:

1°) "Tenho compaixão da multidão" (v. 2) - a expressão compaixão, em seu sentido literal significa o sentimento de pesar que nos causam os males alheios, bem como uma vontade de ajudar o próximo. Sentimento de simpatia ou de piedade para com o sofrimento alheio, associado à vontade ou ao desejo de auxiliar de alguma forma. Sem dúvida alguma, o crente sofre aflições, tribulações e dificuldades aqui na terra (João 16. 33; Atos 14.22), todavia temos a certeza que Deus, com suas riquezas, suprirá todas as nossas necessidades por Cristo Jesus (Filipenses 4. 16). O Mestre sente profunda e sincera compaixão pelas necessidades e aflições de seus servos. Assim, podemos aproximar-nos dEle em oração afim de receber graça, misericórdia e ajuda (Mateus 6.31,32; Hebreus 4. 14-16; 7. 25).

2°) "De onde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto?" (v. 4) - essa interrogação feita pelos discípulos a Jesus, enfatiza a impossibilidade, segundo a lógica humana, de saciar a fome daquela multidão. Há problemas em nossas vidas que chegam a uma dimensão tão grande que não acreditamos mais haver solução à percepção humana. Entretanto, servimos a um Deus que chama as coisas que não são como se já fossem (Romanos 4.17b) e usa as coisas loucas do mundo para confundir as sábias (1 Coríntios 1.27). Se o seu problema é insolúvel, Jesus tem poder para criar uma situação adversa, capaz de surpreender o homem, a fim de resolvê-lo. 

       A vida de quem é discípulo envolve períodos difíceis e atribulados. No entanto, se permanecermos fiéis e amá-lo, sem requerer nada em troca, Ele é poderoso para nos conceder cem vezes tanto, além de herdarmos a vida eterna (Mateus 19.29)!