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domingo, 8 de abril de 2018

Redenção: o benefício da Graça

11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente século sóbria, e justa, e piamente,
13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 que se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
(Tito 2.11-14)

O texto em destaque resume o plano de redenção traçado pelo próprio Deus em favor da humanidade. Quando o pecado entrou no mundo, através da queda de Adão, a providência divina se revelou no esboço deste projeto, que culminou na morte de Jesus Cristo a fim de remir os nossos pecados. Essa é a graça divina, e foi manifestada desde a eternidade, motivada pelo amor que o Senhor tem à Sua criação (João 3.16). Foi a graça de Deus que nos justificou, abolindo o domínio do pecado sobre nós, proporcionando a liberdade para servi-lo.

No livro de Romanos, o apóstolo Paulo ressalta, no capítulo 5, que pelo erro de um só homem o pecado e a morte sobrevieram sobre todos. Portanto, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23), no entanto, com a justiça de um só homem  Jesus  sobreveio o favor imerecido da parte de Deus, e superabundou acima do pecado, de modo que fomos “justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24).

Através da cruz de Cristo e sua ressurreição, o dom gratuito de Deus – que é a vida eterna  reduziu os efeitos da morte espiritual sobre a vida do cristão. Assim, da mesma forma que a graça divina nos libertou, também nos separou para sermos servos e filhos. Apesar de não ter obrigação para com o homem, a fidelidade de Deus à promessa da aliança fez com que se cumprisse o plano de salvar o Seu povo, por meio da graça. Mas, nos versículos destacados da carta a Tito, Paulo evidencia que Cristo se entregou em lugar da humanidade para a purificação de um povo que preza pelas boas obras.

Graça, no Novo Testamento, se refere a esse amor redentor, que a humanidade não mereceu, mas alcançou. E como poderíamos retribuir esse amor? “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Romanos 6.1-2, 8). Portanto, a resposta mais apropriada à graça de Deus é a gratidão por sua benevolência. Para revelar, cada vez mais, esse favor imerecido na vida do cristão, Deus quer que as nossas vidas sejam reflexo da Sua justiça e bondade.

Tudo o que temos e somos só foi possível pela graça de Deus, que nos deu a salvação. Então, que venhamos a viver segundo as recomendações descritas no capítulo 2 de Tito, renunciando à impiedade e vivendo no presente século com retidão, justiça e em plena devoção a Deus, sabendo que, até nas nossas fraquezas, a Sua graça é o que nos bastará (2 Coríntios 12.9).