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domingo, 27 de maio de 2018

A glória que há de vir

12 Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;
13 Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
14 Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque em vós repousa o Espírito da glória de Deus.
(2 Pedro 4.12-14)

Na vida do cristão, cada dia vivido pode ser reconhecido como um teste do seu relacionamento com Deus, pois todos enfrentamos momentos de felicidade e de adversidades. Ambas as situações são oportunidades de provarmos a nossa confiança no Senhor. A adversidade não é o desejo supremo de Deus para sua criação, no entanto, Ele pode usá-la para fortalecer a nossa fé. É enganoso supor que o Senhor se ocupa apenas em remover as barreiras que surgem na nossa caminhada. A bíblia indica que, ao invés de nos tirar do meio de uma provação, Ele nos guia através dela, usando-a para nos trazer benefícios (Isaías 43.2; Romanos 5.3-5).

Noemi e Rute são um bom exemplo do triunfo sobre as adversidades. Em uma época em que as mulheres tinham pouca ou nenhuma independência e autonomia, as duas experimentaram o sofrimento da viuvez, a vulnerabilidade e o desamparo em terras distantes. No entanto, a providência divina surgiu, provando que Deus protege os que confiam nEle.

Usando de paciência, sabedoria e fé, Rute e Noemi sobreviveram à provação que, posteriormente, revelaria um grande propósito de Deus: em meio a essa adversidade, foram plantadas as sementes que resultariam no nascimento de um importante rei de Israel – Davi, mas também do próprio Jesus Cristo.

Certamente, nos momentos de sofrimento, não somos capazes de vislumbrar que a prova nos trará um benefício, ou que há um propósito divino por trás disso. Por isso é importante ter paciência e enfrentar as dificuldades com alegria (Tiago 1.2-4), crendo que, quando Deus expõe o nosso coração por meio da provação, Ele nos afasta dos caminhos do mundo e nos guia pelo caminho eterno (Salmo 139.23,24).

O apóstolo Paulo foi encarcerado por causa da Palavra do Senhor e, estando nessa situação, orava e cantava com alegria, e o seu louvor superou os açoites (Atos 16.23-25). A prisão de Paulo em Roma foi crucial para a pregação do Evangelho na região de Filipos. A partir dessa experiência de sofrimento, Deus usou pessoas que, comovidas pela prisão do apóstolo, se animaram e ousaram levar as Boas Novas sem temor (Filipenses 1.13-14).

Assim, Paulo deixou um exemplo de que a provação vem para a glorificação do nome do Senhor e a propagação da sua vontade. Só precisamos ter esperança: “Porque sei que disto me resultará a salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Filipenses 1.19-21).

Que tenhamos sempre essa confiança, enxergando as adversidades não como obstáculos que deveriam ser removidos, mas como montanhas que podemos escalar. Ainda que, para a nossa natureza humana, seja normal se abater em situações de sofrimento, como cristãos devemos lembrar que a bíblia nos exorta a aceitar as circunstâncias como permissão de Deus e ter esperança de que os planos dEle serão cumpridos.

Nos conforta saber que as dores sofridas aqui não se comparam com a glória que há de vir: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8.18).